Viajar é preciso – uma constatação

“Viajar é o único gasto que te faz mais rico”. “Viajar é trocar a roupa da alma”. “Viajar enriquece a alma e o coração”. Milhões de frases já explicaram esta atividade humana. Para mim, que pesquisei bastante antropologia, percebo que viajar é mais do que tudo isso. A atividade começou como uma necessidade de sobrevivência: mudar porque acabou a comida, viajar porque está frio demais para suportar, etc. Séculos e séculos depois, ser nômade ainda está no coração e no DNA de nossa espécie de alguma forma, por isso muitos de nós têm essa inquietude. Queremos mais. Queremos ver o mundo!

Ver o mundo é uma forma de se renovar, de entender culturas, hábitos e de se sentir mais humano, mais próximo de nossa espécie. Quando viajamos, estamos mais sensíveis, abrimos nossos canais de percepção para o novo, mas também para o conhecido, para o outro e para nós mesmos. Viajar pode ser sinônimo de introspecção ou de um momento de conhecer pessoas, de ambas as formas. É assim que entendemos melhor o ser humano.

Sair de casa também nos deixa mais próximos da natureza. Não interessa se vamos à Nova Iorque ou à Patagônia, você repara naquele céu de forma diferente do que todos os dias, vê os pássaros, os cães, o nascer e o pôr do sol de formas completamente novas, percebe nuances diferenciadas em cada momento.

E estar em outro lugar não precisa ser para fora do país, fazer uma grande viagem. Pode ser simplesmente conhecer uma nova praia no final de semana ou ir para uma cidadezinha do interior curtir uma pescaria. Tudo isso já muda nossa percepção, quebra o ritmo cotidiano enos renova.

Mas…tudo isso para que serve mesmo, afinal?

Simples! Para ser mais rico, trocar a roupa da alma e enriquecer o coração!


 

[N.D.]

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