Um amor e um milhão de possibilidades

Somos todos um mar de problemas, inseguranças e sonhos berrados no vazio. Pessoas complexas, que fantasiam coisas que talvez nunca se tornem reais, e que precisam aprender a lidar com essas frustrações. Talvez amar seja um desejo egoísta de dividir tudo isso com alguém, mesmo sabendo que ele também irá dividir com a gente. Tudo será mais fácil e mais difícil ao mesmo tempo.

Penso que encontrar um amor entre tantos “alguéns” sem importância possa ser destino, sorte, ou apenas coincidência. Mas é sempre uma esperança de que de alguma forma seremos mais felizes. Quando damos as mãos é como dizer que nada é tão ruim ou tão bom que não possa ser vivido junto, é um lembrete de que, mesmo que às vezes pareça, não estamos sozinhos.

Ao decidirmos compartilhar nossos sorrisos e histórias com outra pessoa, passamos a viver com mais intensidade, somos mais desesperados em realizar nossos sonhos, em aproveitar a vida. Nosso emaranhado de complicações se torna coadjuvante em nosso filme, agora com dois protagonistas. Passamos de comédia dramática a romance, mesmo que ainda tenhamos um pouco dos outros dois gêneros.

Acho que percebemos que em um mundo onde não se tem certeza de nada, é bom demais ter alguém que se importa com as nossas bobagens, e pra quem, como eu sempre digo, reservamos o melhor de nós. Não importa quanto tempo isso dure, desde que aqueça as mãos e o coração por alguns instantes, mas no fundo a gente espera que pelo menos o nosso “para sempre” seja real.


[M.M.]

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