Sonhei com você, acordei comigo

Essa noite sonhei contigo novamente. Foi um daqueles sonhos que a gente agradece por ter sido sonho, mas que ao mesmo tempo faz a gente acordar querendo voltar a dormir.

No sonho, você veio com seu jeito burro-de-carga, grosseiro-bicho-do-mato e levemente se encaixou no meu corpo, respirando próximo ao meu rosto e esquentando meus poros com o calor insuportável do seu fogo descomprometido.

E que vontade de fugir que me deu. De sumir daquele sonho. Mas eu queria ver até onde iria sua cara de pau em invadir meu descanso e deitar perto de mim no meio da madrugada. Então você ousou se enroscar pelas cobertas do meu subconsciente e chegou perto o bastante pra eu sentir o hálito da lembrança que era ter seus lábios há um fôlego dos meus.

Engraçado é que nos sonhos a gente sempre faz o que tem vontade, sem pensar nas consequências não é? Acho que é quando a guarda está mais baixa. É quando só existem impulsividades e inconsequências.

E ali, no calor roçado do seu corpo friccionado ao meu, diante de todas aquelas pessoas ao redor, advinha? Eu te disse não. Um NÃO tão grande que você, em choque, desacreditou do que eu estava dizendo. Neguei teus lábios, afastei seu corpo tenso e recusei teu fôlego e suas mãos do meu abraço. Me levantei dali e me convenci – de uma vez por todas- que não te quero mais.

Nem em sonho.


 

[ Por: Luciana Meningue ]

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