Síndrome do K

Às vezes eu me pego refletindo sobre o modo em que viviam meus bisavós, meus tataravós e aquele pessoal lá da Segunda Guerra Mundial, ou até mesmo os índios, ou trazendo pra o século atual, os habitantes da Coreia do Norte. Estes são só alguns exemplos de pessoas que não se preocupavam em ser populares no Instagram ou ter vários likes no Facebook.

Eles não postavam fotos e não contavam a quantidade de comentários, não contavam o número de seguidores que possuíam e nem por isso choravam ou pagavam fortunas por “10k”. Talvez seja válido refletir: você conseguiria viver sem seu smartphone ou sem o novo sinal de TV, o 4k ? É que hoje em dia está tudo tão assim, parece a era do “K”, as pessoas não saem pra rua como antes, elas não fazem uma leitura sobre o teu jeito, elas querem saber quantos “K” você tem. O que falar sobre aqueles perfis com 30 mil seguidores, entre eles,15 mil do Emirados Árabes e 15 mil da Austrália ? São os chamados “seguidores fantasmas” a não ser que você more em um desses dois países, você vai passar de popular a bobo da corte.

Mas tudo bem, são tempos modernos e nós não temos que viver como primatas ou declarando guerra a outra nação, mas já parou pra pensar nos seus filhos e netos? Será que eles vão bater aquela pelada na rua com os amigos, soltar pipa, brincar de esconde-esconde, se reunir com a galera do bairro ou vão virar cantores de funk mirins, mandar “nude” através dos aplicativos e a reunião com os amigos será através dos grupos do Whats App? Pare um pouco e pense, dê uma bola ao seu filho ao invés de um Tablet, dê uma boneca ao invés de um Iphone.

E deixo-lhes um último alerta, se você sofre dos seguintes sintomas: checagens minuto a minuto nas redes sociais, recusas de convites para dar um rolê com os amigos, não chega na ‘mina’ da sua escola  pessoalmente por que acha melhor pelo Whats App, posta vídeo do seu último pum no Snap e o pior de todos, compra seguidores; sinto lhe informar, mas você possivelmente sofre da síndrome do “K”.

Se ainda está lendo este texto e não foi correndo publicar sobre a sua nova doença, parabéns, sua síndrome ainda tem cura.


[V.V.]

 

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