Respeite o templo do próximo

Acabei de ver uma série de quadrinhos que falava sobre a forma como a gente pressiona o outro para algo, pressupondo que ele também queira. O assunto principal nos quadrinhos era o sexo, mas mostrado como se fosse qualquer outra coisa.

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Eu não vou falar de polêmicas. Vou falar de respeito. Tem algo sobre sexo  que muitos homens e até mulheres ainda não entenderam. Alguns por imaturidade, outros por capricho e outros ainda por puro machismo.

O que me leva ao tema – nosso corpo é um templo sagrado! Você precisa de permissão para tocar no outro.

Ninguém em sã consciência sai por aí agarrando as pessoas sem consentimento. E com isso eu quero falar de um tema mais pesado que o estupro causado por pessoas desconhecidas. Quero falar sobre o ato de exigir algo que está pré-acordado dentro do relacionamento.

Quantas vezes você já viu caras feias do seu namorado ou namorada por não querer fazer sexo? Ou por não querer fazer qualquer outra coisa que ele ou ela estava afim no momento? E por que as pessoas acham que só as primeiras vezes é necessário ter a “permissão” do outro?

Tesão é tesão meu bem. Tesão você sente, você não cobra. E aqui eu faço uma confissão, em algum momento da vida talvez (sim/certeza) eu tenha cobrado de um relacionamento uma posição que naquele momento não havia. Sem desculpas, sem perdão. Não é certo, não é aconselhável e nem um pouco bonito.

Antes de tocar no outro – seja com as mãos ou com palavras – lembre-se de que precisa haver consentimento. Não é porque ele já é seu namorado, que precisa estar pronto. Não é porque é homem que precisa estar preparado sempre que você estalar os dedos. É homem, não máquina. E não é porque sua namorada está feliz que ela precisa transar, deixa a garota estar num bom dia e não terminar ele sem roupa. Simplesmente porque naquele dia ela só quer ser feliz com você, vestidos e tranquilos.

Sejamos mais compreensíveis com o templo do outro. Sejamos mais próximos de um respeito mútuo para evitar essa cultura impositiva que nos detém a evolução da espécie.


 

[Luciana Meningue]

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