Quem controla o próprio destino?

 

Se você soubesse que existem agentes focados em controlar seu destino, monitorando tudo o tempo todo, você teria aceitado sua vida como ela é ou tentaria mudar a qualquer custo?

Esse é o tema principal do filme “os agentes do destino”, que conta a história do jovem político David Norris (Matt Damon) e sua carreira promissora no senado. Ele perde a mãe e o irmão, quando o pai decide levá-lo ao senado para conhecer mais sobre a política do país. Aquele vazio que ele sente desde a perda, começa a ser compensado quando David se aproxima da política e do povo. Isto é, cada vez que ele se aproxima de se tornar um político bem sucedido, ele se sente menos vazio, mais forte e completo.

Tudo está indo conforme planejado, até que David conhece Elise (Emily Blunt) e se apaixona quase que instantaneamente. O grande problema é que de uma forma misteriosa, homens estranhos começam a aparecer dizendo que David não pode ficar com Elise, e que o futuro dos dois estaria ameaçado com esse romance.

Em uma cena impactante, o agente do destino que se comoveu com as tentativas de David em ficar com Elise, explica os motivos que fizeram os caminhos do casal se distanciarem “quando ela está com você esse vazio que você sente simplesmente some. E com ela por perto, você não precisará do povo para compensar suas perdas, seu vazio. Perto de Elise você está completo e fim”.

Mas David não aceita as condições impostas, não se dá por vencido. Não aceita as ordens dos agentes e começa uma corrida contra tudo e todos, apenas pelo amor de Elise.

Esse filme é impactante e me leva a algumas perguntas importantes. O que você faria se descobrisse que não tem livre arbítrio, que na verdade você vive uma condição imposta por seres superiores e que você tem aceitado tudo sem debater?

Talvez tenhamos essas chances o tempo todo. Talvez a vida seja repleta de escolhas e nós, permanecemos emudecidos sem escolher absolutamente nada, apenas deixando os dias correrem e a vida decidir o que quer fazer. Deixamos o mundo girar sem contestar.

Pensa comigo,

Se naquela noite você não tivesse entrado no carro, se tivesse ficado do lado de fora. Se você simplesmente tivesse ido pra casa ao invés de sair com aquele cara. E se você não tivesse ido àquela festa?  Se tivesse viajado pra outro lugar ou se não tivesse olhado duas vezes para o lado. Se tivesse descido pela escada ao invés do elevador, e se tivesse ido almoçar em outro lugar. O que aconteceria se vocês não tivessem se conhecido,

E se você não tivesse desistido?


 

[L.M.]

Trailer do filme:

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