Oi, quer uma carona?

De que os homens não fazem sentido nenhum, nós, mulheres, não temos dúvida. As mulheres também não vêm com manual de instrução, mas conversando com amigas percebemos que, na maior parte do tempo, nos sentimos perdidas em relação aos sentimentos dos caras.

Há mulheres que são dominantes. Quando chega na hora de decidir quem conduz cada lance do relacionamento, ela vai lá e dá sua cartada. Você, que é fêmea alfa no relacionamento, sabe porque é assim? Será que você é ansiosa e imediatista demais para deixar que algo aconteça sem ser no momento que você deseja? Não venha me dizer que nunca sentiu isso. Se é levemente ansiosa, já passou por situações assim.

E o que fazer quando o cara é tão acomodado que nem se preocupa em pedir pelo volante do carro para decidir para onde vocês vão nessa relação? Bom, aí você, amiga, vai conduzindo para onde quiser. O leva para todas as direções, divide com ele o Google Maps da sua vida e acredita que os dois estão querendo ir pelo mesmo caminho, quando na verdade, ele ainda nem conseguiu abrir, olhar e pensar no mapa que você apresentou para ele. Se bobear, ele ainda nem percebeu que está no mesmo carro que você!

Finalmente ocorre uma virada na situação, no momento que você pára para trocar o óleo ou encher o tanque de gasolina… Coisas tão triviais e rotineiras, pá! Um acidente! Ele finalmente percebe onde está e para onde você quer ir e se pergunta “Por que eu estou aqui?”

Ele pode simplesmente decidir que está gostando de onde está e que você é uma boa motorista, se tornando assim seu “co-piloto”. Ou então, ver que preferia estar em outra estrada, em outro carro ou mesmo numa moto, navegando pela vida sozinho e pede pra descer (ou então abre a porta em alta velocidade e pula sem medo, com destino a qualquer lugar!).

Você fica lá embasbacada, olhando para a poeira atrás do veículo que se vai, se perguntando: “E a minha rota? Quem vai me fazer companhia nesta estrada? Mas eu comprei salgadinhos para a viagem!”

A questão dessa analogia feita acima é entender um pouquinho melhor o motivo pelo qual algumas pessoas, os homens (ou as mulheres, sejamos justas), muitas vezes saltam fora de um relacionamento, ou, pior, ficam nele sem sequer notar que faziam parte de algo maior, de algo NOSSO. O que nos parece é que muitas pessoas acabam com medo do percurso, ou confusos, ou até mal percebem que entraram naquela jornada chamada relacionamento, aí quando notam, se assustam e pulam fora, sem o menor pudor.

Cabe a quem por vezes é abandonado no meio da rota, perceber que não adianta se esconder, sumir dos relacionamentos e nunca mais convidar ninguém para dividir a viagem. Entretanto, é importante, perceber que esperar a iniciativa dos outros também é uma alternativa segura – não que seja fácil esperar sentada uma pessoa chegar até você ou te convidar para sair – mas quando o outro decide o que ele quer, fica mais fácil, especialmente as mulheres, nos sentirmos mais seguras para entrarmos no carro e seguirmos viagem. Sabendo que a outra pessoa concordou com nosso caminho e quer fazer parte dele, dar palpites, escolher atalhos e parar num hotelzinho de beira de estrada de vez em quando para descansar de conchinha.

O ideal é conversar, se relacionar, perceber que vocês não podem dirigir sem rumo este relacionamento. O mapa está lá, é só se planejar. Mesmo assim, isso pode dar errado e ele (ou ela, por que não?) vai querer saltar no meio da estrada, aproveitar um farol e descer correndo.

Talvez conversar seja difícil, pois pessoas confusas nem sempre são abertas ou sabem o que sentem. Alguns destes indivíduos são muito fechados, a ponto de não saberem falar dos sentimentos, não te deixam nem ter ideia do que se passa em suas cabeças e podem até acabar te iludindo dizendo que vão sim seguir seu caminho, só para não ter que conversar, quando nem eles sabem ao certo se casam ou compram uma bicicleta.

Nós podemos oferecer uma carona, experimentar convidar o moço para o percurso, mas quem vai decidir se vai aceitar ou não será o cara. A nós basta paciência para esperar o tempo deles, seja de aceitar o passeio, de pegar uma breve carona até o metrô mais próximo, ou de fazer uma road trip continente com você.

 


 

{N.D & M.R.}

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