O que eu quero?

Quando penso nessa pergunta, lá no fundo do meu subconsciente começa tocar uma música:  “You can´t always get what you want, but if you try sometimes, you get what you need” (Você nem sempre consegue o que você quer, mas se você, as vezes, tentar, consegue o que precisa).

Esta letra faz muito sentido e vai de acordo com os carmas (que passamos por alguma situação para aprender algo com ela), com os ensinamentos de religiões (as pessoas passam por situações que conseguem aguentar e que tem todo o conhecimento necessário para superar e evoluir), e com a observação básica do dia-a-dia.

Entretanto, meu questionamento aqui, e também uma pergunta padrão dos psicólogos é: “Mas o que você quer?” Simples assim, defina o que você quer, onde quer chegar, mentaliza e traça sua estratégia. Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes dizem: “Comece com o objetivo em mente”. Já Alice no País das Maravilhas adiciona: “Quando não se sabe para aonde vai, qualquer caminho serve.” E eu adiciono que qualquer coisa que aparecer no caminho aceitamos porque “é o que tem para hoje”. O que eu me pergunto é:

“O que eu quero?”

Esta introdução toda foi para poder nos fazer pensar. Podemos usar essas frases e citações para o profissional, para o amoroso, para o espiritual. Neste momento, escolho o setor Amor.

O que você quer leitor? Você já parou para pensar? Não, né? Só reza para todos os santos que não apareça um psicopata desdentado que já estamos no lucro.

No caso, devemos desenhar melhor nossos objetivos, afinal de contas, se saber quais são é importante em uma entrevista de emprego, na entrevista dos relacionamentos deve ser possível e necessário fazer um paralelo.

Vou dizer então o que quero:

– Alguém que tenha química. Duvido que alguém, em pleno século XXI ainda aceite sair com alguém que não sente tesão, atração, a bendita ação dos feromônios. E, assunto para outra divagação, mas o que é “ter pegada?” Não importa, eu quero.

– Alguém que eu queira. “Ah, mas não é assim que funciona, alguém pode te envolver aos poucos”. Tá, me envolve, mas se em algum momento não me deixarem brincar na caçada eu vou me cansar. É aquela pequena dose de adrenalina disparada pelo medo de perder ou pela insegurança. Será meu ou não? Desperta meu interesse.

-Alguém que me queira. Não adianta em absolutamente nada os dois pontos anteriores se não houver retribuição nos sentimentos. E a pessoa tem que demonstrar interesse e correr atrás também, caçar, afinal de contas um relacionamento conta com duas pessoas (ou mais, mas neste caso vou manter só dois, ok?).

-Um pouquinho mais abstrato: Alguém que me faça rir, que me faça pensar, julgar, criticar, raciocinar. Alguém que me ensine coisas novas e esteja aberto a conhecer o meu mundo exótico e paralelo. Alguém que diga: “Gosto de você do jeito que você é” (Mr Darcy aprova) e não, “Gostaria que fosse menos assim ou assado”. Alguém que pegue na minha mão e me leve “para um mundo novo”. Alguém que fique ao meu lado e seja minha companhia para qualquer coisa. “Vamos pular de para-quedas na Nova Zelândia?” Alguém que goste de conversar, mas que também goste de ouvir (Ou seja o básico 1 na aula de empatia e comunicação). Alguém que não se sinta superior, mas igual e “parceiro no crime”.

-Alguém que não seja preconceituoso e que pelo menos tente conhecer o que é diferente dele.

-Alguém que visualize, responda e não faça joguinhos.

Ouviu universo? Não pedi um alien, pedi um ser humano respeitoso e atencioso, mas com aquele toque de química, arrepio e aperto no estômago (as chamadas borboletas) que não podem faltar. Nem para mim, nem para ele.

“A melhor coisa que você aprenderá é simplesmente amar e ser amado em retorno”.

[M.R.]

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