O que esperam de você

Na vida real você não deve se importar com o que falam, dar bola para o que acham de você e das suas atitudes. Como você se veste? Nem pensar que alguém deve opinar. Entretanto, não é bem assim que a banda toca na vida profissional. Por um lado, parece que você tem que ser outra pessoa. Não! Não parece!  Você precisa ser!

No ambiente profissional você é julgado pelas suas roupas, não por não serem muito sociais, mas por serem “piriguetes” demais (incluindo a versão masculina). Mas esta é só a ponta do iceberg, pois se vestir adequadamente é possível. Agora, a imagem que você passa sobre quem você “é” já é outra história.

Você tem que saber trabalhar em grupo, ser líder, mas saber receber ordens; proativo mas não a ponto que incomode; ajudar os coleguinhas, mesmo aqueles bem lerdinhos e difíceis que você quer enforcar. Tudo isso com um sorriso no rosto e de forma natural, mostrando que sim, você é um ser humano superior que possui todas estas qualidades, mas que na realidade ninguém possui.

Além disso, TUDO o que você diz será usado contra você e se der sorte, a seu favor. Sejam seus hobbies, sua família, o histórico familiar, profissional e até médico. Nada escapa do crivo observador. Sua opinião pode ser forte, mas não muito, para não contrariar seus superiores. Deixa isso fora da empresa. Você tem que saber dizer as coisas certas nos momentos certos, pois a falta de sensibilidade neste campo não só pode não te agregar pontos, como te dar negativos. Lembre-se também de falar com as pessoas chave, pois elas te abrirão caminho. Mas falar sobre o que? Descubra o que ela gosta de ouvir.

No fim das contas tudo isto tem que ser de forma sutil, a puxação de saco e a promoção andam de mãos dadas. Mas quem irá julgar aquele que não promove gente chata? Gente mal-educada? Gente que não combina com suas ideias e princípios? Gente que chama atenção demais por motivos não muito legais? Se você fosse o chefe, como avaliaria? Quem seriam seus favoritos?

O mundo corporativo é uma vida paralela, quer você queira ou não. E se não quiser, não precisa ficar.


[Esse texto é de responsabilidade dos editores do confissões cotidianas]

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