O amor quer que as estatísticas se danem!

Conheço muitas formas de amar, muitas formas de demonstrar carinho e já tive minha parcela de envolvimento na criação de novos números em relação à infinitude que isso tudo pode gerar.

Eu não entendo absolutamente nada de matemática, nem de física, muito menos de estatística. Mas sei bem compreender que o que um não quer, dois não fazem. Sei também que se a gente gosta de verdade, dois corpos ocupam deliciosamente o mesmo espaço. E também sei que mesmo quando não há chance nenhuma, duas pessoas dispostas tendem a contrariar os números e fazer a coisa toda acontecer.

Segundo uma matéria do Journal of Personality and Social Psychology, um homem demora cerca de 97 dias para dizer “eu te amo”. E enquanto isso suponho que a outra pessoa deva fazer uma tabelinha de presidiário esperando o tal dia chegar, marcando com X cada segundo. O problema é que a mesma matéria defende também que antes de encontrar sua “cara metade” – “alma gêmea” – “metade da laranja” – etc, você vai precisar quebrar a cara cerca de 22 vezes.

Tem um filme que, por conta dessa estatística toda, gera um conflito doentio na protagonista, que se dá conta de que já passou a vez. E eu te pergunto: Quantas vezes teremos que contrariar as estatísticas antes de conseguir provar que o amor não é uma regra, é uma exceção?

O amor não é uma métrica absoluta regrada por estímulos cerebrais estáveis e controlados. O amor não se trata de uma regra onde a maioria está inserida. Seu amor não é igual o de ninguém, o meu jamais será semelhante ao de outrém. Cada um com seu DNA, cada um com seu amor.

E com todos esses números eu só tenho uma coisa a dizer – O amor quer que a estatística se dane!


[L.M.]

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