Nunca é tarde demais quando há disposição

Comprei um instrumento novo. O nome é Ukulele, daqueles Havaianos sabe? Nunca toquei um antes, nem tinha pego nas mãos. Mas gostei do som, do preço e bateu aquela vontade de fazer o que dá na telha. Eu fiz.

Ser espontânea não é meu forte. Não quando o assunto envolve riscos, dinheiro e esforços a longo prazo. E pra falar a verdade eu achei que já estava velha demais pra aprender um instrumento, ou voltar a tocar qualquer coisa. Errei de novo. Não há idade que a música não possa contornar.

Não me sinto velha. Não me sinto em pleno inverno. As cordas, a sonoridade, o prazer de aprender as notas e fazer a música acontecer, tudo isso fez renascer um verão deliciosamente praiano em mim. Com as cordas batendo nos dedos, eu senti um estímulo de vida reativar dentro de mim. De uma forma que há tempos não sentia.

Desde o segundo em que segurei aquele pequeno ukulele nas mãos, o abracei e disse “é esse que eu quero”. E sim, perto dos 30 voltava a ser aquela criança com o filhote nos braços dizendo “pai me deixa levar ele?”.

Próximo aos 30 anos eu descobri que não existe velho ou novo quando a gente está disposto. E meio que aprendi isso para os demais setores da minha vida. Os dispostos se atraem… por um novo aprendizado, por um novo estilo de vida, por uma nova história, por um novo amor.

Basta haver disposição.

 


 

[Luciana Meningue]

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