Mommy – um filme nada clichê

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Taí um tema que praticamente todo mundo tem um sentimento e uma opinião a respeito: relação entre mãe e filho!

Ou ela é boa demais ou ruim demais, difícil um meio termo, certo? Nem tanto! Estas simplificações rotineiras não cabem neste filme. Mommy é um filme sobre relacionamento entre uma mãe, que vive sozinha depois da morte do marido, e o filho adolescente que tem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Ele acabou de ser tirado pela mãe da instituição em que vivia recluso depois de cometer um ato de vandalismo… Mas não vai pensando que é um filme dramático em que você verá muitos hospitais, remédios e dramas. Neste filme não há clichês.

Este longa vai te fazer se apaixonar pelo jeitinho infantil, agitado e divertido do Steve, o filho; pela forma original e descompromissada como Die, a mãe, leva a vida; e ainda vai adicionar um temperinho, Kyla, a vizinha dos dois. Tímida e gaga, em vários momentos o espectador se identifica com ela, entrando na casa dos personagens, rindo e chorando com eles, se apaixonando por eles.

Há cenas divertidíssimas deles todos juntos se divertindo na casa de Die, tem momentos dramáticos, com muita briga e conflitos, há o choro de uma mãe que não sabe o que fazer com seu filho doente. Não sei como tudo isso coube num filme só, mas sei que a receita funcionou muito bem, exatamente como um relacionamento complicado e profundo costuma ser na vida real.

Além de tudo isso, ainda tem um bônus: o filme é falado em francês canadense, sotaque bem diferente aos ouvidos pouco acostumados, como os meus.

Gostou? Pode conferir o trailler legendado aqui

http://www.youtube.com/watch?v=w_6qaYPwt7s


 

[N.D.]

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