Minha primeira lista de favoritos

Fazer listas sempre é complicado. Principalmente para pessoas indecisas. Liste 10 lugares preferidos, músicas, comidas, qualquer coisa. É só pensar numa ordem, nos “escolhidos”, e pronto: a cabeça começa a fundir. Qual critério usar para decidir? Nunca sei! Por outro lado é um exercício de desapego. “Vamos, escolha e abandone os outros”!

Pensando nisso comecei a minha lista pelos sete livros mais queridos. Alguns têm posto garantido, aconteça o que acontecer sempre farão parte. Outros entram de acordo com momento. Geralmente o livro que estou lendo se torna o preferido, atitude compreensível, acredito.

Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez):

Ahh Gabo (posso chamar assim?)! Parece que ele está ali, ao seu lado sentado numa cadeira, batendo um papo com você. Fui transportada para a fictícia Macondo (que na realidade foi inspirada na cidade natal de Gabo, Aracataca, na Colômbia). Através do realismo mágico somos apresentados à genealogia da família Buendía. Foi amor, compaixão, curiosidade e cumplicidade pelos Buendía. E pela solidão que eles estavam fadados.

Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago):

Li a primeira vez quando cursava jornalismo. Aquelas leituras obrigatórias. E tenho uma coisa a dizer: Temos que agradecer a professores que incentivam leituras como essa. Saramago foi uma descoberta encantadora. Só um profundo conhecedor da língua portuguesa seria capaz de escrever um livro assim.

Capitães da Areia (Jorge Amado):

Esse foi influencia da minha mãe. Sempre fã de Jorge Amado. Ainda menina me chamou a atenção o modo que ele escrevia. A realidade estava ali: nua e crua (literalmente).

1968 O Ano Que Não Terminou (Zuenir Ventura)

Primeiro livro que li sobre o período do regime militar no Brasil. No colégio, por mais que estudássemos os acontecimentos, as consequências e os abusos do período para a história no país, somente quando nos deparamos com relatos como esse é que nos damos conta do que realmente ocorreu. É um tapa na cara. Bem dolorido.

Nu de Botas (Antonio Prata):

Antonio Prata é um dos melhores cronistas da atualidade. E este livro onde ele conta as memórias de sua infância é fantástico.  Nas palavras de Gregorio Duvivier: “Li as memórias dele com a impressão estranhíssima de que eram as minhas memórias. E eu garanto que isso vai acontecer com você também. Por mais louca e específica que tenha sido a vida do Prata, por mais louca e específica que tenha sido a sua vida, quando o Prata fala da vida dele, parece que ele é e sempre foi você”.

Para Onde Vai o Amor? (Fabrício Carpinejar):

Quem melhor do que Carpinejar para falar de amor? Para dizer das dores e delicias de um relacionamento? Para destrinchar e depois escancarar o que ninguém tem coragem de dizer? “Ninguém sofre numa separação por aquilo que aconteceu, sofrerá por aquilo que não vai mais acontecer. Sofrerá pela perda da esperança mais do que pela perda do amor”.

Harry Potter (J.K. Rowling):

Alguns irão dizer: é um sacrilégio colocar Gabriel García Márquez na mesma lista que J.K. Rowling. Mas então digo: não estou analisando o poder literário de cada um. E sim o quanto cada livro marcou de alguma maneira. Ler a saga do bruxo com a cicatriz de raio na testa que sobreviveu ao pior mago, o lorde das trevas, mexe sim com a imaginação.

Se você leu, mesmo que por pouco tempo aposto que pensou em como seria legal se isso fosse verdade. Como seria legal estudar numa escola de magia! Porque o lúdico é a nossa válvula de escape. Precisamos de livros assim para nos desligarmos da realidade. Devorei os sete livros e todas as vezes que estou assistindo tv e está passando Harry Potter, paro para ver.

E você? Quais suas obras favoritas? Conta pra gente a sua lista!


 

[M.B.]

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