Menos vida teórica, mais coragem na vida

Conversando com um amigo enquanto degustava uma gelada, falávamos sobre pessoas rasas e como essas pessoas vivem de teoria. Parece filosofia de boteco, mas vou explicar.

Tenho notado que muita gente procura pela tal alma gêmea. Procuram em aplicativos – alguns até agindo como se fosse a única alternativa – procuram em redes sociais, nas páginas de amigos, em um ‘like’ a mais recebido de um estranho, etc. Mas essa procura é virtual, é rasa e é totalmente impessoal.

Pessoas se predispõem a ser tudo para o outro, e até conseguem, mas tudo via celular. Se conhecem, se apaixonam, namoram, casam, se divorciam e sofrem – TUDO.VIA.WHATSAPP. Quando a coisa fica séria, quando algum dos dois resolve partir para a vida real, o teórico sempre corre.

Por que? Porque vida teórica é mais segura, está na moda e é a desculpa da vez! – E que desculpa não é? Desistir na primeira discussão, aliás discussão essa muito bem ensaiada e maquinada por trás de uma dessas máximas do tipo “você está me cobrando, não temos nada”.

NADA? Há uma hora atrás você me disse que queria dormir comigo, me abraçar e pegar no sono dentro do meu abraço. Há dois dias você disse que meu sorriso fazia qualquer dia de chuva ficar mais bonito.

John Green, brilhantemente escreveu “As vezes as pessoas não tem noção das promessas que fazem, no momento em que as fazem”. E não venha me dizer que essa vida teórica, virtual e rasa não é uma promessa. É sim! É uma promessa de que duas pessoas estão se dando bem e de que tem tudo para dar certo, desde que nenhum dos dois desista. Desde que essas duas pessoas lutem juntos pela vida prática.

E que me crucifiquem os mais ponderados! Eu pretendo viver na prática, na raça, na pele. Eu quero o Sol ardendo, o frio cortando, o coração batendo e a vida entrando. Teorias não satisfazem um coração selvagem e puro como o meu.


 

[L.M.]

 

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