Memória: quem tem quer perder, quem não tem… o que eu ia dizer?

Não sou adepta ao uso de drogas, então não é por isso que minha memória falha tanto. Especialistas dizem que existe uma relação entre as falhas de memória e o stress. Eu não tenho certeza, na verdade ia dizer alguma coisa importante, mas eu esqueci.

“Eu só lembro do que eu quero esquecer”. Ela me disse em tom de completa tristeza. E eu do outro lado pensando no quanto gostaria de lembrar, mas na verdade esqueço. Acho que no fim das contas as lembranças, de forma geral, são o tempero que nos transforma no que somos hoje. E não lembrar também pode ser uma forma de esconder, calar. Um jeito que o subconsciente tem de dizer “chega disso, vamos seguir em frente com um apagão no passado. Dói menos”.

No filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” a personagem de Kate Winslet resolve apagar as memórias do ex-namorado (Jim Carrey). Hipster-cult-depressivo demais? Quem nunca quis apagar tudo após um término? Vai me dizer que você não adoraria esquecer aquela noite que ele te abraçou durante a madrugada e você se sentiu protegida naquele quarto escuro? Ou então o sorriso dela numa manhã de Sol na praia, ou mesmo aquela festa de aniversário que vocês riram entre amigos e tudo parecia que jamais mudaria de lugar. Mudou.

Esquecer não faz de nós um alguém com menos dor. A sensação que dá é que a memória guarda o que dói mais, que é pra gente nunca esquecer que sempre dá pra melhorar.

 


[ L.M. ]

 

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