Is it really you?

isry

 

O que acontece quando você reencontra alguém do seu passado? Pode ser quando se esta andando na rua, os olhares se cruzam e vocês continuam andando (bem cena de filme né?). Ou então você está em uma padaria tomando uma sopa quando reencontra um affair do passado. Vocês se veem, o escaneamento é completo, mas o reconhecimento só vem depois de alguns segundos. E é neste momento crucial que vocês decidem qual será o próximo passo. Vocês irão demonstrar que se reconheceram? Irão fingir que não? Ou vão agir como se não tivessem visto? É um milissegundo que define tudo. Tudo que na verdade neste momento não é mais nada mas que já pode ter sido tudo no passado.

Hoje vocês são amigos no Facebook. Sabem tudo o que acontece um na vida do outro. Acompanham as realizações, empregos, formaturas, namoros e amizades. Há dez anos vocês se falavam todos os dias, se viam todas as semanas, eram inseparáveis e agora… esses milissegundos…

Não depende apenas de como o relacionamento – seja ele amizade, romance, ficada, whatever – acabou. Lógico que se vocês terminaram em péssimos termos não é de se surpreender que não queiram reconhecer que o outro ainda respira. Entretanto, vamos considerar alguém menos importante. Um colega de sala do colégio. Vocês dividiram o mesmo ambiente por pelo menos um ano ou mais, o que te segura de sorrir e falar: “Oi? Como vai a vida?”  Bom, nunca fiz isso no colegial, não é agora na academia do bairro que eu vou fazer, certo?Certo? Certo?!

Os fatores que influem neste momento são muitos. Sua timidez para começar. Não é tão simples puxar assunto com outra pessoa, seja ela quem for e quanto mais importante ela é maior também é a barreira. Tenho certeza disso. O tímido não tem o que temer de um estranho, a opinião de alguém que o conhece é muito mais forte.

Depende também de quem esta acompanhando cada um de vocês. Um ex romance pode se complicar ao apresentar um ex caso a uma presente namorada ou atual esposa a uma ex pegada ou, enfim, os nomes podem nem estar definidos ainda, então os problemas podem ser infinitos.

Acho que, embora a tecnologia ainda nos de a impressão de estarmos próximos de certas pessoas, ao estarmos a um metro delas nos sentimos como se estivéssemos do outro lado de um abismo e não é um “Oi, tudo bem? Como vai a vida nos últimos dez anos?” que vai criar uma ponte. As vezes é muito mais complicado que isso e simplesmente escolhemos desviar o olhar e sorrir para nós mesmos e comentar com quem esta conosco: “Aquela pessoa ali já foi muito importante para mim”.


 

[M.R]

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