Essa paixão talvez caiba em mim

Eu tento tomar cuidado. Tento não ficar muito perto, nem com muito contato. Mas no mesmo instante que teus olhos grandes cruzam os meus, a luz ao redor muda. Tudo muda. Eu emudeço.

 

O que me dá mais medo é que quando você fica perto, nada do que eu ia dizer parece fazer sentido. Eu pareço estar escalando um penhasco sem corda. Ao mesmo tempo que tenho a certeza de estar seguro, tenho a impressão que vou cair a qualquer segundo. E bate aquele pavor da altura. Do quão longe eu estou indo me arriscando assim.

Às vezes tenho a sensação de que vou me apaixonar na próxima vírgula que você disser. Outras eu me sinto totalmente sob controle. Mas nunca estou. As cores que você escolhe, as cores que você emana e as que te cercam, bem todas elas parecem envolver meus sentidos. Transformam-se em cheiro, em som. Me fazem titubear, dançar, cantar e sorrir. Esse último é o mais perigoso.

 

Porque quando você sorri eu me lembro que você é meu número. E eu não lido bem com números. E novamente estou me segurando na beira do abismo, suando frio pra não cair.

Outro dia li no twitter uma frase que resume bem nossa situação:

“Falaram que pra ela se apaixonar por mim eu tinha que fazer ela sorrir… Mas cada vez que ela sorri, quem se apaixona sou eu…”

A paixão é uma maldição esperando pra ser lançada.
E quem é que vai me salvar de não me apaixonar por você?

Quem?

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