É possível ou obrigatório casar-se com sua alma gêmea?

Os dias passam rápido e junto com eles a nossa percepção de tempo e espaço. Para ser mais exata a gente deixa as coisas passarem tão rapidamente que, às vezes, deixamos também passar aquele momento tão esperado.

Segundo estatísticas, se existe mesmo essa coisa de ‘alma gêmea’ como defendem os filmes, livros, músicas e novelas mais românticos, é possível também que essa alma já tenha cruzado seu/meu caminho e que tenhamos dispensado essa pessoa com algo como: “não estou pronto” ou “a gente funciona melhor como amigo”.

A discussão maior que proponho hoje é: Se por acaso existir alma gêmea de verdade, você acha possível casar-se com a sua? Acha que vai encontrar, casar e ser feliz? – Ou ainda um questionamento mais grave e/ou profundo – Acha possível encontrar, distinguir e não terminar com ela no final?

É muito bonito a proposta das histórias românticas quando apresentam aquela coisa linda de encontraram-se e viveram felizes para sempre. Mas venho contrapor essa coisa toda de alma gêmea, assumindo sim sua existência para muitos de nós, mas propondo aqui que se faça uma análise diferente.

E se ao invés de se casar e viver feliz para sempre, essa pessoa seja apenas alguém que vai seguir até o fim lado a lado com você, mas em um papel de amigo? Eu admito a dificuldade de não querer casar com alguém que simplesmente conhece seus dramas mais íntimos como se fosse os dele.

Aquela pessoa que te surpreende no dia a dia – que você diz que não comprou um livro caro e ela responde “até porque se você comprasse ele apareceria pela metade do preço no dia seguinte e a sensação de roubo seria inevitavelmente drástica”. Poxa quem tem a noção do impacto monstruoso de uma coisa tão trivial na vida do outro? Ou ainda, quem é tão capaz de entender o outro como se fosse você mesmo?

É inevitável não querer levar essa pessoa para sua vida a qualquer custo. Mas e se, contrariando os romances antigos, os papéis dessas personagens fossem outro que não o “enfim casados”?

A vida moderna nos proporciona reflexões, os finais podem ser outros. O que eu penso sobre isso? Sei lá, eu adoro um clichê! 😉


[L.M.]

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