De todos os loucos do mundo eu quis você

No dia que eu te vi pela primeira vez achei que você era mais um. Achei que a gente não tinha nada a ver. Nadinha. Lembro que uma amiga disse naquela noite “você devia ficar com ele, não rola?” minha resposta era taxativa “eu mal o conheço, e nem quero conhecer. Para! não combina”. E terminei a noite no teu abraço.

Entre risos, lágrimas, distâncias e abraços apertados, a gente tem tentado se encaixar. Se respeitar. Sentir que dá pé quando a maré sobe demais, bem mais do que a gente consegue nadar. E quando não dá pé? É hora de prender a respiração por um tempo. Falta o ar. Faz falta. Não dá pra aguentar muito tempo, logo a gente se enrosca de novo. É sempre uma nova chance, é sempre a última vez.

“Nunca mais vou procurá-la” – “Não quero mais ver a cara dele”. Mas continuamos a frequentar os mesmos lugares. Às vezes com um olho fechado de medo de se encontrar, outras com um olho aberto à espreita de ver o outro passar.

E logo os sujeitos estão na mesma oração, falando baixinho, sentindo cheiro, respirando na beira da pele. Porque dá saudade, dá uma dor de não ter o outro ali. Dá um buraco no peito e aquelas noites mal dormidas repletas de pesadelos em que você nunca está pra me salvar.

E por que de novo nisso?

Porque se eu inventar que não te conheço, você vai responder “muito prazer”, e vamos começar tudo outra vez.


 

[ L.M. ]

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