Crônia de uma história de amor – você também já viveu isso

Estava aqui pensando algumas coisas e me lembrei de quando a gente se conheceu [ se reconheceu ]. Como da noite pro dia – ou seria do dia pra noite – as coisas podem simplesmente mudar dentro da gente. Há pouco eu não fazia ideia [ e nem queria fazer ] sobre como você estava.

Há pouco tempo, pouco me interessava se você se alimentou direito. Eu não tava nem aí se você pegasse chuva, sol, granizo ou tufão. Sempre te achei uma pessoa OK, e nunca quis seu mal (nem o mal da moça da previsão do tempo no jornal nacional). Mas agora eu quero que você se alimente direito, não pegue chuva e chegue em segurança em casa. Mais ainda, eu quero que você chegue em segurança aqui, e que você queira ficar.

Há pouco tempo eu não pensava na sua felicidade, só na minha. Hoje eu me preocupo se estar comigo te faz feliz. Pior que isso, eu desejo de uma forma ardente que, de alguma forma, eu consiga te fazer feliz. Então quando você sorri parece que meu peito está sendo costurado com fios de ouro e inflado com oxigênio mágico da floresta encantada dos contos de fada com final feliz. E por um segundo, mesmo que por um breve segundo, a gente tá feliz e ponto.

Você ri do nada e nunca me diz o motivo. Você para nos momentos mais estranhos e ri, sem me dizer o porquê. Eu não invoco, eu entro na sua e dou risada. Sabe por quê? Porque o teu sorriso é tão deliciosamente satisfatório que, por mim, o motivo tanto faz.

Eu corto o assunto pra inventar [ e comemorar ] uma palavra que não existe. Que nunca existiu. Simplesmente porque essa palavra sela aquele momento como único, como inimitável. E você me acompanha na loucura daqueles minutos, concordando como se não houve nada de anormal ali.

E de repente eu entendo que quando a gente abre o coração, o cenário e a tal “hora certa” pouco importam!


[ texto original escrito em 2013 – LM ]

Comments

comments