Crise de um quarto de século

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Tenho 25 anos. E agora? Crise do um quarto de idade? Supondo que a meia idade ocorre aos 50, eu devo ter acabado de “desbloquear” a próxima fase da minha vida.

Não tenho um namorado e a última vez que me desiludi foi há quase dois anos e meio. Platonicamente há mais de um ano. Namorar mesmo foi há uns oito. Por quê? Me pergunto todos os dias. Acabei de mudar de estágio e, pois é… Não é nem trabalho de verdade. Nem terminei a faculdade por causa disso.

Não vejo a hora de ter a minha casa própria ou minha kitchenete própria, o que é bem mais provável. Quero ser independente. Estou devendo R$ 2 mil para meu pai e tudo que eu “ganho” na minha bolsa salário vai para tentar pagar o que devo.

Tenho 25 anos e quase não atingi nada do que se espera nesta idade. Estou bem longe do padrão ideal do que é esperado de mim. Casar, ter filhos e um emprego decente.

Quer saber? Eu não quero me vender por pouco e acho que este é o problema. Esta é a minha confissão. Hoje, mais do que nunca, sei quem eu sou, o que eu quero, o que gosto, o que desprezo. Sei meus valores: os pretos, os brancos e os cinzas.

Sei que, se por acaso  magoar alguém, meus princípios pessoais e religiosos me ensinam a dar a outra face. Não sei ofender e viver com isso, mesmo que eu me prejudique. Peço desculpas. Meu ponto forte é a empatia.

Não quero um relacionamento com o típico espécime heterossexual masculino que anda por aí. Contraditoriamente, já vivi o bastante para saber que não tolero homofobia, machismo e outras “intolerâncias”. Não sou perfeita, mas se tiver que aceitar alguém que não tenha estes princípios básicos porque, como dizem, “ é o que tem disponível por aí”, prefiro ficar sozinha. Na verdade, prefiro viver com os personagens dos meus livros, séries e filmes que são muito mais interessantes do que os cabeças ocas a cada esquina.  Ah e claro… o cara tem que ser bonito o suficiente para me atrair fisicamente. Sim, minhas expectativas são altas, mas se não as tiver, que valor darei a mim mesma?

Minha autoestima está finalmente melhor. Por quê? Porque mantenho um alto padrão para os outros e seria hipócrita em acreditar que não se aplica a mim. Fugir e achar que tudo bem eu estar acima do peso e que tenho que me amar de “qualquer jeito” não é a resposta. Tenho que me amar do jeito que eu goste de me olhar no espelho e ver aquela pessoa sorrindo de volta.

Acho que aos meus 25 anos aprendi uma coisa importante: aprendi a me ouvir e fazer o que quero. Ser um pouco egoísta sim, buscando a minha felicidade e não a que as outras pessoas querem de mim.

I won’t settle for lesser standards, I’ll fight for who I am.


[M.R.]

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