Como é difícil a segunda-feira quando tudo o que eu queria era ficar com você

Passamos o final de semana agarrados. Foi um tal de chama aqui, beija ali. A gente só parou de se abraçar pra comer e trocar de canal. Netflix, tevê a cabo, livro, cada hora uma coisa diferente, um brigadeiro de panela e outro bate-papo gostoso. Sim porque a gente se entende.

Te roubo um beijo, você me faz aquela cara de “ow de novo?” mas eu beijo mesmo assim.

E te chamo, o tempo todo. Porque me dá prazer falar seu nome e ver seus olhos pretos me olhando nos olhos. E porque eu me lembro de quando você era uma miniatura e já queria discutir comigo.

Mas a gente vem se entendendo desde o primeiro olhar. Desde que entrou na minha vida e fez tudo mudar. A minha percepção, minha sensibilidade, minha paciência. E eu não trocaria esses últimos anos por absolutamente nada.

O grande problema é que após um final de semana inteirinho de carinho e acordando com beijo no olho, tudo o que eu consigo sentir é saudade. Saudade de ficar na cama com você deitado na minha barriga, ronronando e me mostrando que nada mais importa além daquela felicidade deliciosa que é o quentinho das cobertas e o nosso mundinho de amor sincero e puro.

E assim eu fico trabalhando com seus pelos na minha roupa, sorrindo ao ver sua foto ao lado do monitor, onde eu te vejo fazer travessuras com as patinhas brancas que eu tanto amo beijar. Porque a gente tem muita sorte de ter se encontrado do nada, num galpão de caixas, numa tarde de sábado, quando eu nem sabia que teria um melhor amigo e melhor gato daquele dia em diante para o resto da minha vida.

Te amo.

[ Se ficou alguma dúvida, esse texto é sim para meu gato/felino – compartilhe se você também prefere ficar com seu bicho ]

*Foto meramente ilustrativa – Fonte


 

[Luciana Meningue]

Comments

comments