Batimentos acelerados, mãos suando – você tem esses sintomas?

Sabe quando a vida te dá uma atravessada? Quando ignora sua atual configuração e te desconfigura em público?

Tipo quando você dá de cara com algo ou alguém que não poderia nem deveria e aquilo te corta de uma ponta à outra. E você sente seus caminhos se abrindo para infinitas possibilidades de erro, mas mesmo assim você se sente feliz. Como posso errar primeiro? Seu subconsciente pergunta. Você se joga sem nenhuma proteção num mar de problemas, erros, aventuras e loucuras.

É exatamente assim que você sente quando uma paixão te soca o meio da boca do estômago. Quase como se fosse morrer ou desmaiar, mas permanece ali com cara de pamonha, estatelado de êxtase em fazer O papel de trouxa do dia. É como se você estivesse no lugar certo, na hora certa. Datado para iniciar um processo longo de erros.

Dalí por diante é só ladeira abaixo! Passa dias em claro pensando na aventura errante, nas possibilidades de fazer besteira que a vida te deu. E se você for um bom(oa) aventureiro(a) como eu você já se identificou com o texto o suficiente pra ter relaxado na cadeira, afinal isso é um texto sobre você, escrachadamente sobre você todinho(a).

Porque não dizer? Bem vindo ao clube! Aperta o play, curte um som e assuma sua total incapacidade de dizer não pra uma sequencia de erros e batimentos cardíacos acelerados. Pega um copo, me acompanha nesse gole à seco. Deixa descer pela garganta esse gosto amargo da loucura e assume que sem isso você vai morrer antes mesmo da vida começar. Curte o caminho, uma hora as possibilidades de erro diminuem consideravelmente e você volta pro caminho do almoço na casa da vó. Por enquanto aceite as noites de bebedeira e as manhãs de ressaca.

Até que essa paixão acabe.

[J.S.]

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