Aquele medo bobo

Eu te quis 3 segundos após te olhar pela primeira vez. E tudo o que aconteceu depois pode ter sido coincidência, persistência ou sorte. Mas prefiro chamar de destino. Porque você merecia alguém mais interessado em te fazer feliz, e porque eu merecia alguém com caráter e coragem o bastante pra aceitar essa vida maluca do meu lado.

Desde então a gente tem se entendido, se conhecido, se aproximado. Eu tenho descaradamente me apaixonado e agora entra minha confissão de culpa. Portanto me desculpa! Por todas as vezes que eu demonstro fraqueza diante da vida, pelos momentos em que eu acabo por titubear na sua frente depois de uma taça de vinho. Pelas entradas fora de hora que faço sempre após um gole a mais.

Acontece que nem toda noite dá pra ter fé e esperança. E diante de um mundo tão quebrado, eu só queria fazer com que tudo entre nós desse certo. Por isso o medo, por isso a aflição e a respiração presa. Porque não é toda hora que tenho o sábado à tarde no coração, não é toda hora que o Sol está batendo na janela e que sinto você respirando no meu abraço. E quando o Sol se vai, meus temores tomam conta do coração apertado.

E eu insisto em querer te manter perto. Insisto em palavras que não vão mudar absolutamente nada, pelo contrário, elas só demonstram minhas fraquezas. Então eu respiro fundo e tento não estragar tudo. Te beijo, fecho meus olhos e em pensamento eu imploro aos céus mais uma chance de te fazer feliz como vem acontecendo.

Então se de vez em quando eu tropeçar nas palavras e demonstrar fraqueza entenda apenas que meu coração bate acelerado de vontade de fazer tudo dar certo. Desde o primeiro beijo, tudo o que eu quero é fazer dar certo. E vamos fazer dar certo sim.

Porque desse meu jeito atrapalhado de quem sempre falta na yoga, mesmo assim eu sei que vou acertar com você. Então eu respiro novamente, tomo um gole de café e começo mais um dia, mais uma chance que a vida me dá de fazer dar certo.

E é o fim daquele medo bobo.

[Luciana Meningue]

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